Ondas de Choque

Ondas de choque são ondas acústicas, mecânicas, de curta duração que se expandem no ar, água e corpo sólido. Durante os últimos anos elas têm vindo a ser usadas no tratamento de diversas patologias e têm provado ser um método eficaz de tratamento.

O Tratamento por Ondas de Choque ou Terapia por Ondas de Choque, do inglês Shock Wave Theraphy (SWT) é uma opção terapêutica não invasiva e não química com efeitos secundários mínimos, apresentando-se como uma alternativa à intervenção cirúrgica.

Existem dois tipos de ondas de choque, ondas de choque focais e ondas de choque radiais. Neste sentido o tratamento por ondas de choque pode ser focal (Tratamento por ondas de choque focais) ou radial (Tratamento por ondas de choque radiais).

As ondas de choque focais são geradas por equipamentos de ondas de choque focais (electro-hidráulicos, eletromagnéticos ou piezoelétricos) que são os únicos que produzem o efeito conhecido como ondas de choque. As ondas de choque radiais, são produzidas pelo efeito de colisão de um projétil, impulsionado por ar comprimido, numa superfície metálica, transmitindo ondas de pressão divergentes, radiais e não focalizadas. As ondas de choque focais e radiais apresentam indicações e resultados muito similares, sendo que é possível combinar o tratamento com ondas de choque focais e radiais.

As ondas de choque podem ser indicadas para o tratamento de:

• Patologias urológicas
• Síndrome da dor pélvica crônica (Prostatite não bacteriana)
• Disfunção erétil
• Doença de Peyronie
• Patologias cardíacas
• Angina refratária
• Angina de peito
• Cardiopatia isquémica
• Doença arterial coronária
• Tendinopatias
• Tendinopatia calcificada do ombro
• Epicondilite lateral do cotovelo (cotovelo de tenista)
• Síndrome de dor trocantérica
• Tendinopatia patelar
• Tendinopatia do tendão de Aquiles
• Fasceíte plantar
• Tendinopatia do manguito rotador, sem calcificação
• Epicondilopatia medial do cotovelo / Epitrocleíte / epicondilite interna / cotovelo de golfista
• Tendinopatia dos adutores
• Bursite do joelho (teno-bursite da pata de ganso)
• Tendinopatia peroneal
• Tendinopatias do pé e do tornozelo
• Patologias ósseas
• Cura óssea retardada
• Fratura por stress
• Necrose óssea avascular, sem desarranjo articular.
• Osteocondrite Dissecante
• Edema da medula óssea
• Doença de Osgood Schlatter: Apofisite do tubérculo tibial
• Canelite: Síndrome do stress tibial medial
• Patologias da Pele
• Cicatrizes
• Reparação tecidular para feridas abertas
• Úlceras cutâneas
• Queimaduras não circunferenciais
• Celulite e flacidez
• Estrias
• Patologias Musculares
• Síndrome Miofascial / Dor Miofascial
• Ruturas musculares
• Patologias músculo-esqueléticas
• Osteoartrite (OA) / Artrite degenerativa / Doença articular degenerativa / Osteoartrose / Osteoartrite hipertrófica
• Doença de Dupuytren
• Fibromatose plantar (doença de Ledderhose)
• Tenosinovite de Quervain / Síndrome de De Quervain
• Patologias neurológicas
• Espasticidade
• Polineuropatia
• Síndrome do canal cárpico
• Linfedema

Vantagens do tratamento com ondas de choque:
• Método de tratamento não invasivo
• Sem cicatriz e riscos
• Não há necessidade de internamento hospitalar
• Não é necessária preparação para a realização do tratamento
• Sem necessidade de anestesia
• Contraindicações e efeitos colaterais mínimos
• Tratamento mais rápido que outros tratamentos convencionais
• Sem riscos de alergia
• Não há necessidade de afastamento do trabalho por parte dos pacientes

Apesar de ser relativamente fácil de aplicar, apenas profissionais qualificados (certificados por sociedades nacionais ou internacionais) podem realizar terapia por ondas de choque.

Este tratamento quando bem indicado e aplicado por um profissional habilitado apresenta efeitos secundários mínimos. Durante o tratamento pode ocorrer um desconforto local ligeiro, que em alguns casos pode ser traduzido por dor, no entanto, é tolerável pela maioria dos pacientes, geralmente esta dor está associada á dor da patologia que esta a ser tratada. Pode também surgir eritema e edema no local de tratamento, mas são frequentemente autoeliminados. Em casos muito raros, ocorre equimose, hematoma ou quadros de síndrome vagal.